O Programa


O Progama de Pós-graduação em Psicologia da Unir

 

A implantação do Programa de Pós-Graduação em Psicologia  (Mapsi consiste num fruto dos investimentos que a Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir) vem fazendo na qualificação de seu corpo docente desde sua criação no início da década de 1980, cujo impulso maior ocorreu a partir da segunda metade da década de 1990 com as exigências da Lei de Diretrizes de Base (Lei 9394/96) e os incentivos promovidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Na Área de Conhecimento em questão, tal investimento é exemplar, pois em 1997 foi firmado um Convênio com o Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de São Paulo (USP) para a execução de um Mestrado Interinstitucional (Minter), aprovado e financiado pela Capes, no qual participaram 15 professores do Departamento de Psicologia da Aprendizagem e Desenvolvimento da Personalidade (PSA) daquele Instituto. Esse Minter contou com 21 alunos (docentes, técnico-administrativos e recém-formados da Unir) selecionados e foi executado entre dezembro de 1997 (primeira disciplina) e julho de 2000, com a conclusão de todos os mestrandos.

Desse Minter resultaram dois livros publicados pela Editora Casa do Psicólogo e artigos em revistas especializadas, além de várias parcerias acadêmicas, como projetos de pesquisa e atividades de extensão.

Em função do sucesso do Minter, a administração da Unir, por meio da sua Pró-Reitoria de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão, e a Direção do IP/USP, decidiram avançar no convênio e pleitear a implantação de Doutorado Interinstitucional (Dinter) na mesma área de concentração – Psicologia Escolar e Desenvolvimento Humano.

O Dinter foi aprovado pela CapesS em 2001 e passou a receber financiamento do Programa de Qualificação Institucional (PQI) em 2002. Foram aprovados 13 alunos (um para cada orientador), os quais vieram (todos) a terem suas teses aprovadas até agosto de 2005. Com 13 novos doutores, a Unir reforçava seu quadro de professores-pesquisadores, principalmente para a área de humanidades.

Esses recém-doutores passaram imediatamente a participar ou mesmo a liderar projetos de pesquisas, muitos dos quais vieram a ser financiados não só por agências de fomento ou programas vinculados ao Ministério da Educação (MEC), mas também a outros Ministérios, como o da Saúde (MS) e o de Ciência, Tecnologia e Informação (MCT). Muitos deles vieram a priorizar orientação a alunos da iniciação científica e de cursos de pós-graduação lato sensu, agregando alunos às suas linhas de pesquisa. Além disso, passaram a ocupar funções em comitês e conselhos da universidade e em cargos administrativos, inclusive em pró-reitorias e na reitoria.

Para além dos muros da Unir alguns dos doutores oriundos do Dinter com a USP foram membros de bancas de mestrado e doutorado, participam como consultores e membros de Comissão Editorial de revistas renomadas como “Psicologia: Ciência e Profissão” e “Psicologia USP”, integram o banco de avaliadores do Inep, e encontram-se envolvidos com grupos de pesquisa e seus projetos.

Contudo, o grupo em questão sempre teve como meta a implantação de um programa de pós-graduação em sentido estrito, nos moldes da formação que tiveram. Tais atividades, listadas nos parágrafos anteriores, foram priorizadas por - direta ou indiretamente - permitirem o amadurecimento acadêmico e a geração de condições necessárias para se poder pleitear, implantar e manter com qualidade um programa de mestrado acadêmico.

Para registrar o histórico das ações institucionais que permitem, atualmente, pleitear a implantação de um stricto sensu em Psicologia por parte da Unir, é preciso retomar a criação da graduação nesta área, ocorrida por intermédio da Resolução 048, do extinto Conselho Diretor desta IES, nos idos de outubro de 1988. O curso era Licenciatura Plena em Psicologia, com previsão mínima de formação de quatro anos, e com entrada de 30 alunos.

Os alunos aprovados no primeiro vestibular do curso iniciaram suas aulas em março de 1989 e já no ano seguinte desencadearam um movimento para transformar o curso na condição de formar profissionais em Psicologia, que veio a se concretizar em setembro de 1991, por meio de uma Resolução do Conselho Universitário (Consun), a qual também aprovava o Regimento Interno do Curso de Graduação, em vigor até a presente data.

A formação da primeira turma ocorreu no segundo semestre de 1993 e em dezembro de 1995 o MEC reconheceu o curso, permitindo desde então que seus egressos venham atuar em diversos campos da iniciativa privada ou do serviço público, incluindo o exercício da docência universitária.

Dentro da universidade, o curso de Psicologia desenvolve o maior programa de serviço à comunidade local por meio de seu Serviço de Psicologia Aplicada e oferece condições para a formação de seus graduandos em vários campos desta ciência, incluindo iniciação científica, atividades de extensão em parceria com grupos de trabalho da universidade ou de setores da comunidade, além de estágios curriculares e extracurriculares.

Tendo sido beneficiado pelos programas de Minter e Dinter, conforme foi descrito anteriormente na “Contextualização institucional e regional da proposta”, criou-se o Centro de Pesquisa em Formação da Pessoa (Cepefop), que se constitui o principal grupo de pesquisa a dar sustentação a este programa de mestrado. Entre as ações do Cepefop, destaca-se a criação de um curso lato sensu em “Psicologia Escolar”, que teve como uma das suas justificativas a possibilidade de oferecer um espaço para seus professores se aperfeiçoarem no exercício da docência (desenvolvimento de pesquisas e orientação a trabalhos) na pós-graduação.

Cabe registrar que no ano de 2007 a Capes liberou R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), referente a um projeto elaborado pelos professores que participaram do Dinter com a USP, previsto no PQI de 2002 que financiou tal projeto, visando oferecer recursos para implementação tanto do lato sensu em “Psicologia Escolar” e ao stricto sensu que viria a ser implantado. Tais recursos permitiram que o Cepefop fosse estruturado com móveis, computadores ligados em rede para uso de docentes e alunos e a aquisição de material didático e para pesquisa. Os quais, ressalte-se, tem como finalidade primordial oferecer condições para a execução dos primeiros passos do mestrado.

Hoje, o Programa conta com mais de 100 egressos e segue sua trajetória rumo à excelência acadêmica.

Porto Velho, Rondônia, 06 de setembro de 2017.

 

 

Coordenação do Mapsi